O papa Bento XVI anunciou na segunda-feira, 28, a criação do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização. Para presidir o novo Conselho, o papa nomeou, hoje, o arcebispo titular de Voghenza, dom Salvatore Fisichella.
Bento XVI fez o anúncio da criação do novo dicastério na Basílica de São Paulo de fora dos muros na celebração das vésperas da Solenidade de São Pedro e São Paulo. Segundo o papa, o novo Conselho terá a missão de “promover uma renovada evangelização nos países onde já ressoou o primeiro anúncio da fé e estão presentes Igrejas de antiga fundação, mas que assistem a uma progressiva secularização da sociedade e algo como um ‘eclipse do senso de Deus', que constituem desafios na busca por meios adequados de reapresentar a perene verdade do Evangelho de Cristo".
“Há regiões do mundo em que o Evangelho fincou raízes há longo tempo, dando origem a uma verdadeira tradição cristã, mas onde nos últimos séculos, com dinâmicas complexas, o processo de secularização produziu uma grave crise de sentido na fé cristã", acrescentou o papa.
O presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, recebeu carta do secretário de Estado, cardeal Tarcísio Bertone, datada de 25 de junho, comunicando o ato do santo padre. Segundo o cardeal, o papa decidiu instituir o novo Conselho para “promover e favorecer a nova evangelização, preocupado com a fé e a situação eclesial em vários países de antiga tradição cristã”.


Teve início na última segunda-feira, 28, e vai até o final da tarde de hoje, 30, no Instituto São Boaventura, em Brasília, o seminário do Regional Centro-Oeste da CNBB (Tocantins, Goiás e Distrito Federal) sobre “Mudanças Climáticas e Justiça Social”. O evento é promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para a Caridade, Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e está previsto outros três seminários: um na Amazônia, que falará sobre o bioma amazônico; outro no Recife (PE), que abordará o a Mata Atlântica e o bioma Costeiro e o último em Lages (SC), que falará sobre o bioma dos pampas.
O professor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Altair Sales Barbosa, palestrou sobre o Cerrado e as condições dos aquíferos do Brasil. “A destruição do Cerrado tem uma importância capital para o equilíbrio desse fenômeno (Mudanças Climáticas e Efeito Estufa), porque o Cerrado é um tipo de vegetação que promove o equilíbrio do planeta terra, pois é a vegetação que mais sequestra carbono da atmosfera. Como atualmente temos uma grande quantidade de carbono concentrado na atmosfera, a importância do Cerrado no sequestro desse elemento é fundamental para o equilíbrio da vida humana, dos animais e vegetais no planeta”, ressaltou o professor.
As campanhas da Fraternidade e da Evangelização têm seu novo secretário executivo nacional. Trata-se do padre Luiz Carlos Dias, que assumiu a função nesta segunda-feira, 28. Padre Luiz, que pertence à diocese de São João da Boa Vista (SP) e à província de Ribeirão Preto, no entanto, chegou à sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), no dia 25 de abril deste ano, para desde já começar a conhecer os trabalhos das campanhas, bem como o funcionamento da CNBB.
Tema já desenvolvido pela Assembleia Geral da CNBB e proposto pela V Conferência Episcopal Latino-Americana de Aparecida, desta vez “Missão Continental” será o tema de reflexão da Assembleia anual dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB (São Paulo), que começa nesta terça-feira, 29, e segue até o dia 1º de julho.
Na manhã desta terça-feira, 29, o papa Bento XVI celebrou, na Basílica de São Pedro, a solenidade dos santos apóstolos Pedro e Paulo. Também na celebração, o pontífice fez a imposição do Pálio [estola de lã que representa o símbolo do pastor] a 38 arcebispos metropolitanos, incluindo dois brasileiros, o arcebispo de Belém (PA), dom Alberto Taveira Corrêa; e o arcebispo de Recife e Olinda (PE), dom Antônio Fernando Saburido.
A experiência dos dois Apóstolos é significativa hoje para a Igreja, notou Bento XVI. Analisando os dois milênios de sua história, observa-se que, como tinha preanunciado Jesus, jamais faltaram provações aos cristãos, que em alguns períodos e lugares assumiram o caráter de verdadeiras perseguições.
Esta realidade é descrita nas cartas paulinas, que narram problemas de divisões, de incoerências e de infidelidades ao Evangelho que ameaçam seriamente a Igreja. Em meio aos perigos, Paulo confortava os fiéis: os homens que realizam o mal "não irão muito longe, porque a própria estupidez será manifestada a todos".
Sobre o Pálio, Bento XVI destacou que se trata de “um penhor de liberdade, analogamente ao 'jugo' de Jesus, que Ele convida a tomar cada um sobre os próprios ombros." Segundo o pontífice, a comunhão com Pedro e seus sucessores é uma garantia de liberdade para os pastores da Igreja e para as próprias comunidades a eles confiadas. A comunhão com a Sé Apostólica assegura às Igrejas particulares e às Conferências Episcopais a liberdade no que diz respeito a poderes locais, nacionais e internacionais, que podem em alguns casos impedir sua missão por motivos políticos ou ideológicos.




















































