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Bento XVI cria novo Conselho Pontifício e nomeia seu primeiro presidente

BENTOXVIO papa Bento XVI anunciou na segunda-feira, 28, a criação do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização. Para presidir o novo Conselho, o papa nomeou, hoje, o arcebispo titular de Voghenza, dom Salvatore Fisichella.

Bento XVI fez o anúncio da criação do novo dicastério na Basílica de São Paulo de fora dos muros na celebração das vésperas da Solenidade de São Pedro e São Paulo. Segundo o papa, o novo Conselho terá a missão de “promover uma renovada evangelização nos países onde já ressoou o primeiro anúncio da fé e estão presentes Igrejas de antiga fundação, mas que assistem a uma progressiva secularização da sociedade e algo como um ‘eclipse do senso de Deus', que constituem desafios na busca por meios adequados de reapresentar a perene verdade do Evangelho de Cristo".

“Há regiões do mundo em que o Evangelho fincou raízes há longo tempo, dando origem a uma verdadeira tradição cristã, mas onde nos últimos séculos, com dinâmicas complexas, o processo de secularização produziu uma grave crise de sentido na fé cristã", acrescentou o papa.

O presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, recebeu carta do secretário de Estado, cardeal Tarcísio Bertone, datada de 25 de junho, comunicando o ato do santo padre. Segundo o cardeal, o papa decidiu instituir o novo Conselho para “promover e favorecer a nova evangelização, preocupado com a fé e a situação eclesial em vários países de antiga tradição cristã”.

“Turismo e biodiversidade” é tema do Dia Mundial do Turismo


O Pontifício Conselho para os Migrantes e os Itinerantes divulgou, na segunda-feira, 28, a mensagem para o Dia Mundial do Turismo, comemorado em 27 de setembro. A mensagem que sobre os diferentes ecossistemas recaem três perigos: “a mudança climática, a desertificação e a perda da biodiversidade”.

“Estudos recentes indicam que, em nível mundial, estão ameaçados ou em perigo de extinção 22% dos mamíferos, 31% dos anfíbios, 13,6% das aves e 27% dos recifes”, diz a mensagem. “Existem numerosos setores de atividade humana que contribuem grandemente a estas mudanças, e um deles é, sem dúvida alguma, o turismo, o qual se situa entre os que têm experimentado um maior e rápido crescimento”.

Segundo o Pontifício Conselho, “é urgente e necessário encontrar um equilíbrio entre o turismo e a biodiversidade biológica, em que ambos se apóiem mutuamente, de modo que desenvolvimento econômico e proteção do ambiente não apareçam como elementos opostos e incompatíveis, mas tende a conciliar as exigências de ambos”.

Leia aqui a íntegra da mensagem.

CNBB promove seminário sobre Mudanças Climáticas e Justiça Social

seminariosobremudancasclimaticasTeve início na última segunda-feira, 28, e vai até o final da tarde de hoje, 30, no Instituto São Boaventura, em Brasília, o seminário do Regional Centro-Oeste da CNBB (Tocantins, Goiás e Distrito Federal) sobre “Mudanças Climáticas e Justiça Social”. O evento é promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para a Caridade, Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e está previsto outros três seminários: um na Amazônia, que falará sobre o bioma amazônico; outro no Recife (PE), que abordará o a Mata Atlântica e o bioma Costeiro e o último em Lages (SC), que falará sobre o bioma dos pampas.

Segundo a assessora da Comissão, irmã Delci Maria Franzen, o seminário de Brasília trata da realidade do Cerrado relacionado com as mudanças climáticas, a conservação do meio ambiente e o avanço do capital no desmatamento. “Os seminários sobre Mudanças Climáticas e Justiça Social são parte de um projeto da CNBB, em parceria com a Misereor (organização internacional que atua em diversos países contra no combate a fome e as doenças no mundo), que se dedicam ao estudo das questões climáticas em todo o mundo”.

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Para a diretora institucional da Organização Não Governamental (ONG) Paz, Natureza e Pantanal e participante da diocese de Corumbá (MS), Alícia Viviana Mendez, o evento é importante para se debater entre outros aspectos, a condição dos ribeirinhos e das populações tradicionais, pois, segundo Alicia, são essas populações as primeiras a sentirem os impactos das mudanças climáticas. “As populações tradicionais e ribeirinhas são as primeiras atingidas pela escassez de chuvas ou o contrário, por isso devemos olhá-los com muito mais carinho e atenção. São populações importantes para a conservação e conscientização das pessoas pela preservação da mata ciliar e das florestas”.

seminariosobremudancasclimaticasaltairsbarbosaO professor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Altair Sales Barbosa, palestrou sobre o Cerrado e as condições dos aquíferos do Brasil. “A destruição do Cerrado tem uma importância capital para o equilíbrio desse fenômeno (Mudanças Climáticas e Efeito Estufa), porque o Cerrado é um tipo de vegetação que promove o equilíbrio do planeta terra, pois é a vegetação que mais sequestra carbono da atmosfera. Como atualmente temos uma grande quantidade de carbono concentrado na atmosfera, a importância do Cerrado no sequestro desse elemento é fundamental para o equilíbrio da vida humana, dos animais e vegetais no planeta”, ressaltou o professor.

Confira as fotos do Seminário no Flickr.

padre_luiz_cf_e_ceAs campanhas da Fraternidade e da Evangelização têm seu novo secretário executivo nacional. Trata-se do padre Luiz Carlos Dias, que assumiu a função nesta segunda-feira, 28. Padre Luiz, que pertence à diocese de São João da Boa Vista (SP) e à província de Ribeirão Preto, no entanto, chegou à sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), no dia 25 de abril deste ano, para desde já começar a conhecer os trabalhos das campanhas, bem como o funcionamento da CNBB.

Sobre o novo trabalho, padre Luiz explica que é uma função que requer muita dedicação porque envolve um dos trabalhos de maior demanda da CNBB e da Igreja no Brasil. “Três pontos definem um pouco do que é o trabalho nas Campanhas da Fraternidade e da Evangelização: “O primeiro é a definição de temas que são feitos de bienalmente; para isso, é elaborado um grupo de trabalho na área da teologia e áreas do conhecimento afins, para que possamos elaborar o texto-base da próxima CF, que deverá chegar às comunidades e dioceses do Brasil”, disse o secretário.

O segundo ponto, segundo padre Luiz, “é organizar estratégias para que as campanhas se realizem concretamente na Igreja no Brasil e possam ter como frutos fundos de solidariedade destinados a projetos sociais e da Igreja no Brasil”.

Por último, e um dos trabalhos que mais exigem do secretário executivo, são as visitas aos Regionais da CNBB. “Este trabalho requer muito tempo. Nas visitas aos regionais apresentamos os temas das campanhas e formamos agentes para animação”, explicou. Padre Luiz antecipou que a agenda de visitas para o segundo semestre de 2010 já está lotada.

Nova missão
Padre Luiz vê a nova missão como um rico espaço de aprendizagem. “Nesse novo trabalho eu vou aprender bastante, tendo em vista que será um trabalho totalmente voltado para as bases da Igreja, e conhecendo a diversidade cultural de nosso país e suas problemáticas. É um momento de compreender também a diversidade da nossa Igreja”, disse entusiasmado, padre Luiz.

O novo secretário executivo também falou sobre as Campanhas da Fraternidade de 2011, “Fraternidade e a Vida no Planeta”, e de 2012, “Fraternidade e Saúde Pública”. Para ele, a CNBB faz bem em correlacionar os temas das Campanhas da Fraternidade.

“Os temas das Campanhas da Fraternidade estão bem relacionados. Este ano tratamos de economia e no ano que vem vamos falar de meio ambiente; ou seja, uma coisa puxa a outra. Este ano tratamos da perversidade da economia sustentada pelo capitalismo, que é bastante voltada para a produção e o desenvolvimento, que danifica o planeta em que vivemos. Essa relação é importante porque tratamos de termas urgentes da humanidade”, destacou.

O secretário vê também a CF de 2012 como uma discussão urgente que precisa entrar na pauta da população brasileira. “Saúde pública é um tema de extrema urgência no Brasil. É só olhar para o nosso sistema de saúde pública que iremos constatar as falhas; o Estado deve dar mais oportunidades para o povo brasileiro ter acesso à saúde. Esse tema merece um olhar muito especial”, completou.

Padre Vanzella
As Campanhas da Fraternidade e da Evangelização tiveram o padre José Adalberto Vanzella como assessor por dois mandatos (2001 a 2003 e 2007 a 2010). Ele deixou a função no sábado, 26, para assumir a secretaria executiva do Regional Nordeste 5 da CNBB (Maranhão).

“Missão Continental” é tema da Assembleia do Regional Sul 1 da CNBB

Tema já desenvolvido pela Assembleia Geral da CNBB e proposto pela V Conferência Episcopal Latino-Americana de Aparecida, desta vez “Missão Continental” será o tema de reflexão da Assembleia anual dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB (São Paulo), que começa nesta terça-feira, 29, e segue até o dia 1º de julho.

Os bispos do maior Regional do país, composto de 50 bispos diocesanos e 24 eméritos, se reúnem no auditório Padre Noé Sotillo, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. Além do tema “Missão Continental” será apresentado durante a Assembleia relatórios das Comissões Episcopais e Econômico, Ano Eleitoral e escolha do tema para a próxima Assembleia das Igrejas, prevista para outubro.

Segundo o regulamento do Conselho Episcopal Regional (Conser) a reunião permite ainda traçar as diretrizes da ação evangelizadora e pastoral. Para o bispo de Mogi das Cruzes e secretário geral do Regional Sul 1, dom Airton José dos Santos, a missão continental deve refletir toda preocupação da Igreja no Brasil.

O secretário destaca também que a proposta central do encontro é discutir a evangelização da Igreja no Brasil com a preocupação de aprofundar alguns temas fundamentais na vida da Igreja no estado de São Paulo.

"Fazemos referência a Assembleia Geral da CNBB que aconteceu em Brasília este ano, além de debater a situação do Brasil, a questão política, a questão da Igreja no mundo, sem deixar de lado a missão continental, tema que vai nos ocupar durante a assembleia", ressaltou o secretário.

Dom Airton ressaltou a importância de uma missão permanente. "Nossa preocupação é estarmos sempre em atitude de missão. No Estado de São Paulo temos o ‘Projeto de Ação Missionária Permanente’, que busca fazer da ação evangelizadora uma missão constante", concluiu.


Bento XVI entrega Pálio a 38 arcebispos



solenidade_pedro_e_paulo_oNa manhã desta terça-feira, 29, o papa Bento XVI celebrou, na Basílica de São Pedro, a solenidade dos santos apóstolos Pedro e Paulo. Também na celebração, o pontífice fez a imposição do Pálio [estola de lã que representa o símbolo do pastor] a 38 arcebispos metropolitanos, incluindo dois brasileiros, o arcebispo de Belém (PA), dom Alberto Taveira Corrêa; e o arcebispo de Recife e Olinda (PE), dom Antônio Fernando Saburido.

O tema da celebração solene foi “Liberdade da Igreja”, contida em toda a liturgia da Palavra de hoje. O papa comentou as leituras do dia e descreveu as provações físicas e espirituais sofridas por Pedro e Paulo e a ação libertadora de Deus, que os conduziu às portas do Céu. Na primeira leitura, é narrado um episódio específico que mostra a intervenção do Senhor para libertar Pedro da prisão; na segunda, Paulo diz-se convencido de que o Senhor, que já o salvou da "boca do leão", o libertará "de todo o mal".

foto_04A experiência dos dois Apóstolos é significativa hoje para a Igreja, notou Bento XVI. Analisando os dois milênios de sua história, observa-se que, como tinha preanunciado Jesus, jamais faltaram provações aos cristãos, que em alguns períodos e lugares assumiram o caráter de verdadeiras perseguições.

Todavia, advertiu o papa, as perseguições não constituem o perigo mais grave para a Igreja. O dano maior é representado pela contaminação da fé e da vida cristã de seus membros e de sua comunidade, ferindo a integridade do Corpo místico, enfraquecendo a sua capacidade de profecia e de testemunho e ofuscando a beleza de seu rosto.

foto_01Esta realidade é descrita nas cartas paulinas, que narram problemas de divisões, de incoerências e de infidelidades ao Evangelho que ameaçam seriamente a Igreja. Em meio aos perigos, Paulo confortava os fiéis: os homens que realizam o mal "não irão muito longe, porque a própria estupidez será manifestada a todos".

Há então uma garantia de liberdade assegurada por Deus à Igreja, liberdade seja dos laços materiais, que buscam impedir ou coagir a sua missão, seja dos males espirituais e morais, que podem ferir sua autenticidade e credibilidade.

foto_02Sobre o Pálio, Bento XVI destacou que se trata de “um penhor de liberdade, analogamente ao 'jugo' de Jesus, que Ele convida a tomar cada um sobre os próprios ombros." Segundo o pontífice, a comunhão com Pedro e seus sucessores é uma garantia de liberdade para os pastores da Igreja e para as próprias comunidades a eles confiadas. A comunhão com a Sé Apostólica assegura às Igrejas particulares e às Conferências Episcopais a liberdade no que diz respeito a poderes locais, nacionais e internacionais, que podem em alguns casos impedir sua missão por motivos políticos ou ideológicos.

CNBB com R
V

Cardeal dom Eusébio Oscar Scheid completa 50 anos de Ordenação Presbiteral

O arcebispo emérito do Rio de Janeiro, cardeal dom Eusébio Oscar Scheid, celebra, no próximo dia 3, o Jubileu de Ouro de sua Ordenação Presbiteral. A missa será na Catedral de São Dimas, em São José dos Campos (SP). Além de dom Moacir Silva, atual bispo diocesano de São José dos Campos, confirmaram presença o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, dom Dimas Lara Barbosa, dom João Corso, dom Hilário Moser, dom Murilo Krieger e dom Wilson Tadeu.

Dom Eusébio recebeu o segundo grau do Sacramento da Ordem em 1960, em Roma, onde fazia o doutorado em Teologia. Atuou como professor universitário em São Paulo, na capital e em Taubaté, até ser consagrado bispo em 1981. Foi o primeiro bispo de São José dos Campos, onde permaneceu por 10 anos. Ali, fundou o Instituto de Filosofia Santa Teresinha, instalou também a residência teológica Padre Rodolfo.

No dia 23 de janeiro de 1991 foi nomeado arcebispo de Florianópolis. Tomou posse da arquidiocese no dia 16 de março do mesmo ano. Nesta arquidiocese criou o Seminário de Teologia “Convívio de Emaús” e o Seminário de Filosofia “Edith Stein”; inaugurou o Instituto Social João Paulo II e instituiu a Escola de Ministérios.

No consistório de 21 de outubro de 2003, presidido pelo papa João Paulo II, foi criado cardeal presbítero, com o título da Basílica dos santos Bonifácio e Aleixo. Participou do conclave que elegeu o papa Bento XVI. Esteve no Rio até 2009, quando passou o cargo a dom Orani João Tempesta. Após se tornar emérito, escolheu a cidade de São José dos Campos para fixar residência.

A morte de Moisés






















Regras de conduta











































 
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